Passear pelas ruas e praças da cidade e encontrar ''montes'' feitos por cachorros é rotina para os pedestres. Mas alguns moradores da cidade estão dando um exemplo contrário a essa realidade. Quando levam seus bichinhos para passear, eles carregam também um saquinho plástico para recolher os dejetos feitos durante a caminhada.
George Yada é um deles. A pequena Lisa, da raça schnauzer, de três anos, passeia duas vezes ao dia com seu dono. ''Na verdade, a Lisa é da minha filha, mas como ela tinha 12 anos quando ganhou a cachorrinha, criei o hábito de passear com ela'', conta. Gerge Yada explica porque age assim, ''sem querer, quando estamos andando na rua a gente acaba pisando e sabe como isso é ruim. É uma questão de conscientização e higiene''.
A médica veterinária Maria Thiemi Zangirolani costuma passear com seu poodle Picolé e também não abre mão de levar a sacolinha para recolher as fezes do animal. ''Não adianta reclamar que a cidade está suja e não fazer nada para ajudar'', comenta. Ele acrescenta que em seu consultório orienta as pessoas a tomarem a mesma atitude. ''Faço propaganda'', declara.
A Lei Municipal 7.784, em vigor desde julho de 1999, proíbe a permanência de animais em parques, praças e logradouros. Só é permitido que cachorros de estimação fiquem nesses locais se estiverem amarrados e desde que seus donos ''tragam consigo os equipamentos necessários para recolher eventuais dejetos desses animais''. Apesar disto, não há fiscalização para quem descumpre o que ela determina. Na Vigilância Sanitária, a coordenadora do setor de saneamento básico, que não quis divulgar o nome, não sabia sequer da existência dessa lei.
O chefe da Vigilância Sanitária, Marcelo Vianna de Castro, informou que não é competência do órgão fiscalizar os animais.''Não temos nem condições de fazer essa fiscalização hoje, vai da conscientização das pessoas'', relatou. Segundo Castro, a competência seria da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). O secretario do Meio Ambiente, João Mendonça, declarou que a responsabilidade por essa fiscalização é da Companhia de Trânsito e Urbanização (CMTU). O assessor de imprensa da CMTU, Salvador Francisco, informou que como a companhia é responsável pela limpeza pública, seria sua competência fiscalizar esses aniamis, ''mas a Lei ainda não foi regulamentada e há uma deficiência de fiscais'', explicou.

mockup