Dom Hélder
Dom Hélder
Efetivamente, o Brasil perde uma grande personalidade. Pouco tempo depois do golpe de 1964, lembro de sua luta contra a opressão. Eu, com apenas 12 anos, vi D. Hélder no centro do Recife enfrentar a cavalaria da Polícia Militar, quando esta investia contra os estudantes da época. Nunca mais esqueci. O padre da democracia à frente dos estudantes, querendo impedir quaisquer atos de violência, quer de um lado, como do outro. Não sei porque não ganhou Nobel da Paz. Mas que merecia, merecia!
- FELIPE PEIXOTO, Recife (PE)
Certidão de nascimento
A respeito da carta sobre as certidões de nascimento econômicas, do escriturário Sérgio Toreto, publicada na última sexta: o leitor mencionou que é pobre e pagou com orgulho por um documento de melhor qualidade. Então, o senhor Sérgio deveria sentir-se orgulhoso por não ter que passar por este ridículo. Na reportagem publicada no dia 25, estou reclamando da qualidade do papel (papel-jornal). Também menciono que o cartório força (o pai) a comprar uma certidão de melhor qualidade e mesmo assim um absurdo de caro. A pessoa que é pobre certamente aceita esta certidão econômica e depois de um certo tempo não a possui mais. O tempo a esfarelou. Não é porque é gratuito o papel tem que ser de baixa qualidade.
- ÉDERSON DOS SANTOS MACIEL, Londrina
Direito ambiental
É fato indiscutível que os temas ligados à preservação do meio ambiente estão na ordem do dia em Londrina mansões do Lago, fundos de vale, Carambeí, Sanepar, sendo que de modo algum se possa classificar o fenômeno como uma moda ou coisa assim. O que está em causa é algo mais profundo e complexo que diz respeito a todos, enquanto habitantes do Planeta. Aliás, um dos problemas da degradação ambiental resulta do fato da grande maioria das pessoas não ter assimilado a idéia de que a responsabilidade coletiva começa na responsabilidade individual.
Cada indivíduo pensa que os estragos que faz são tão insignificantes quando comparados com os estragos provocados por outros milhões de seres humanos. E assim, numa cadeia onde a responsabilidade não existe, os fatores de degradação do ambiente acumulam-se. Por isto, desde algumas décadas, o direito do meio ambiente tem vindo a ganhar contornos. Ele constitui uma exigência irrenunciável de controle do progresso tecnológico e científico, nascida da situação de ameaça do ambiente e da consequente necessidade de preservação de todos nós seres vivos. Esta normatização ambiental como direito fundamental constitucional revela-se eficaz para a promoção de sua proteção. Por esta via, a questão da tutela ambiental, aliada ao desenvolvimento sustentado é já primordial no mundo e, sem dúvida, dominará de forma esmagadora o próximo século.
Cabe ao estado de direito o dever jurídico-constitucional de realizar uma política global e concertada do ambiente. Neste domínio, forçosamente, deverá prevalecer, não uma nova versão da Torre de Babel, mas um princípio de entendimento comum à escala planetária.
- FABIANA SALVADORI MORTARI, estudante, Londrina
Golpe 3 por 1
O golpe 3 por 1 surgiu após a união de pessoas desonestas, que tentavam aplicá-lo em gente gananciosa que queria ganhar dinheiro fácil. Formavam uma quadrilha organizada, que tinha o QG central em Arapongas. Envolvia policiais desonestos, falsos policiais e outros. Ela atraía pessoas com falsas promessas, apresentando o que chamava bons negócios, troca de reais por dólares ou reais verdadeiros por reais falsos, de igual semelhança, mas em maior quantidade. Era o 3 por 1. Mas só aceitavam pagamento à vista, em reais ou dólares. Porém, quando da concretização do negócio apareciam esses policiais desonestos ou até mesmo falsos policiais ameaçando todos de prisão, alegando que a transação era concretizada para lavagem do dinheiro com tráfico de drogas. Mas, propunha não realizar a prisão, desde que lhes entregassem o dinheiro verdadeiro que trouxeram para o negócio. O que muitas vítimas gananciosas aceitavam. Mesmo que não aceitassem, esses policiais roubavam o dinheiro verdadeiro da vítima, o que fazia algumas delas denunciá-los. Dos integrantes da quadrilha destacam-se pessoas que hoje exercem cargo político cuja renda do golpe ajudou a patrocinar sua campanha eleitoral, intitulando-se pessoa honesta e tenta pregar a moralidade.
- OSVALDIR DA SILVA, delegado de Polícia, Sabáudia
Uniformes
Luiz Geraldo Mazza: admiro o seu trabalho em denunciar fatos atinentes à sociedade paranaense e que denigrem a moral e os bons costumes deste povo. Mas, lendo a sua coluna, com relação à compra de uniformes para a PM do Paraná, fiquei a meditar sobre a veracidade dos fatos expostos, não só com respeito a essa matéria específica, mas também a outras citadas neste mesmo espaço. Gostaria de saber das provas materiais relativas e dizer também que não cabe a nós, simples leitor ou jornalista, comentar tendenciosamente fatos ainda não comprovados.
Neste tocante, admiro a Rádio CBN quando ela noticia fatos dos diversos setores da sociedade, mas procura de imediato a parte denunciada a fim de que ela possa defender-se e esclarecer as circunstâncias. Neste ponto, a fim de aumentar a credibilidade deste conceituado jornal, gostaria de ver publicado, em um espaço proporcional ao usado nesta data, para que o comandante da PM esclareça o que realmente aconteceu. Creio que desta forma as coisas se tornariam mais transparentes e a própria população poderia fazer o seu julgamento com total equidade.
- JEAN RAFAEL FERREIRA, funcionário público, Curitiba
Nota de Luiz Geraldo Mazza: Levantei o caso das jaquetas, ouvindo todas as fontes. Muito antes de o deputado Ricardo Chab pedir informações na Assembléia. A reportagem de Dimitri do Valle, desta Folha, na sequência, clareou tudo, e nela o beneficiário do negócio confessou que não houve concorrência e que recebeu a grana antecipadamente. Também, na CBN, tratei do assunto. Quando acusados não querem responder, não há o que perguntar.
CorreçãoReferência a Paulo Renato Souza, na abertura da notícia da página 8 do primeiro caderno de ontem, está errada. Ele é ministro da Educação e não secretário da Educação.
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