Dom Albano Cavallin, 30 anos de Episcopado
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de setembro de 2003
Beto Woicikieviz 
Beto Woicikieviz
Há 30 anos, Dino Almeida, que já era o Papa dos colunistas sociais de Curitiba, noticiava a sagração episcopal do cônego Albano Bortoletto Cavallin na Catedral Metropolitana de Curitiba, em 28 de agosto de 1973, uma terça-feira, às 20 horas. Assim era o testemunho que as pessoas davam do novo bispo: monsenhor Albano é um homem extremamente simples, formidável; é o padre procurado para tudo: orientação, missas, batizados, casamentos, enterros; monsenhor Albano inspira grande confiança em todas as pessoas que se aproximam dele, além de excelente conferencista, é um ótimo orientador espiritual.
Como Dom Albano mesmo diz, entrou para o seminário com a respeitável idade de 10 anos e 3 meses. Nascido na cidade da Lapa em 25 de abril de 1930, estudou no Seminário Menor São José, em Curitiba, e no Seminário de Ipiranga, em São Paulo, onde concluiu os estudos em 1953. Nesse mesmo ano, em 6 de dezembro foi ordenado padre em Curitiba, onde exerceu seu ministério: na catedral, como pároco da Paróquia Santa Terezinha e como diretor espiritual do Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, também em Curitiba. Esteve por duas vezes especializando-se em pastoral na Europa, em Roma, e em Bruges, na Bélgica. E finalmente em 1973, há 30 anos, começou sua missão de pastor da Igreja.
Em 9 de maio de 1992 Dom Albano tomou posse como arcebispo metropolitano de Londrina com a missão de pastorear um rebanho de quase um milhão de pessoas. Depois de ter sido bispo-auxiliar de Curitiba até 1986 e segundo bispo da Diocese de Guarapuava de 1986 a 1992. Período este que também se dedicou a Comissão Pastoral da CNBB, por dois mandatos consecutivos, sendo autor do Documento Catequese Renovada, ficando nacionalmente conhecido como bispo catequista.
Em Londrina, Dom Albano como um bom pai, e sendo o pai dos padres como costuma definir-se, sempre demonstrou grande interesse na formação de jovens candidatos ao sacerdócio. Bispo leitor de carismas, Dom Albano trouxe para Londrina a Congregação Missionárias de São Francisco de Sales, vinda de muito longe, lá da Índia. Também nesse período os padres carmelitas se instalaram em Londrina no alto de um monte, O Monte Carmelo, na saída para Curitiba, onde pode ser visto um grande convento de arquitetura em estilo próprio dos carmelitas.
Nós, londrinenses, ficamos felizes por ter por arcebispo esse curitibano da Lapa que virou pé vermelho por vontade de Deus e por amor a esta cidade. Juntamos nossas orações em ação de graças pelos 30 anos de Vida Episcopal de Dom Albano, comemorados na semana passada, e pedimos que Deus lhe dê saúde, felicidade e muitas alegrias frente à Igreja de Londrina. Parabéns Dom Albano!
BETO WOICIKIEVIZ é graduado em Filosofia e consultor de Etiqueta e Comportamento


