Dólar estável em 2011
Ontem, neste espaço, mostramos que, apesar da queda no volume exportado, o agronegócio manteve sua receita em ascensão. O País vendeu menos, mas recebeu mais. A conclusão lógica é que a (dis)paridade cambial não faz tanto estrago na receita. Mais importante é constatar que a valorização do real - diante da moeda norte-americana - não prejudica a competitividade dos produtos nacionais. Apesar disso, o setor exportador pressiona o Banco Central para ajustes cambial. Mas está descartada a hipótese de minidesvalorização como se cogitou em setembro do ano passado.
Então o que vai acontecer com o dólar em 2011? O setor produtivo (exportador), o mais interessado em estancar o dólar no atual patamar, trabalha com oscilação dentro da margem que se manteve nos ultimos três anos.
A margem seria mais estreita até: entre R$ 1,75 e R$ 1,80. O Banco Cenral (BC) vai monitorar essa oscilação. Ou seja, o governo, apesar de negar - para evitar especulações - deve adotar medidas para inibir a sobrevalorização do real.
Pelo sim ou pelo não, ou seja na dúvida, o BC fez isto, semanas atrás, já no governo Dilma, quando o câmbio encostou na marca de R$ 1,60. O BC interveio e conseguiu reverter a têndencia. Outra medida não tão rápida, mas com igual efetividade, foi a autorização para o BC atuar no mercado futuro do dólar. Atuará como regulador do mercado ofertando ou comprando, dependendo de onde pode pender o desequilíbrio.
Empresário que teme perder por causa do dólar baixo tem que procurar fórmulas para reduzir custos. No cenário de hoje, quem ganha mais não é, necessariamente, aquele que vende com preço alto, mas o que produz a custo menor. No caso do agronegócio há muita banha a ser queimada, ou seja: dá para trabalhar mais enxuto. Há duas veriáveis: na gestão, queimando gorduras que ainda existem, e na política, pressionando o governo a reduzr impostos e custo Brasil.





