Muita gente vai ler e não vai acreditar. Deu entrada na Justiça Eleitoral, uma representação contra a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, por ''propaganda eleitoral antecipada''. As informações são da Agência Brasil. Segundo a acusação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marina teria promovido sua candidatura no encontro do Instituto Democracia e Sustentabilidade, realizado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no último dia 11.

Marina faz uma campanha pobre, digamos, embora isso não importa; importa é respeitar a lei - que deveria ser regra para todos os candidatos. A representação contra a pré-candidata do PV ocorre cerca de um ano depois de a pré-candidata do governo pegar carona em eventos públicos como inaugurações; aproveitar aglomerações para dar seu recado e ser sempre lembrada pelo Presidente da República em atos oficiais. Enfim, o uso da estrutura do governo é ostensivo, sem sutileza. O Presidente chegou a ser punido com multas (valores ridículos) mas isto só está ocorrendo nas últimas semanas, portanto, muito, muito tempo depois de governo ter caprichado na visibilidade da candidata do seu partido. O privilégio, aliás, não tem muito disfarce.

Mas à Marina Silva, a lei.

A pré-candidata do PV nega que tenha feito propaganda eleitoral antecipada e aproveita para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, multado pela quarta vez pelo mesmo motivo pelo TSE mas que não muda seu estilo de fazer campanha. Marina foi alvo de denúncia da Procuradoria-Geral Eleitoral por causa de uma faixa de cerca de quatro metros pendurada por aliados na fachada da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no dia em que ela recebeu o título de cidadã do Estado.

Ao se defender, Marina denuncia o exemplo negativo dado pelo próprio Presidente. Disse que a aplicação de mais uma multa a Lula preocupa. ''Até porque a reincidência não é um episódio lateral de alguém que se excedeu: é a própria figura do presidente que tem cometido excesso. Então, vejo com preocupação, diz ela. Porque nós, políticos, devemos dar exemplo, e porque estamos à frente do processo temos que nos esforçar ao máximo para evitar o descumprimento das regras. Mas o Ministério Público Eleitoral, O TSE e os TREs terão muito mais trabalho quando começar o horário eleitoral.

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