Surpreendente analisar estatísticas e verificar que doenças como dengue, doença de Chagas, leishmaniose, hanseníase, malária, esquistossomose e tuberculose continuam a matar grande número de pessoas. Enfermidades como essas, cujo diagnóstico é conhecido a séculos (como a hanseníase) ou há várias décadas, continuam a fazer vítimas e ainda não têm um tratamento adequado. A sua ocorrência está diretamente relacionada às condições de vida da população e está concentrada na América Latina, África e Ásia.
Denominadas "doenças negligenciadas", estimativa da Organização Mundial de Saúde indicam que essas patologias matam cerca de 1 milhão por ano. E por que continua esse ciclo? Porque não despertam interesse da indústria farmacêutica, uma vez que atingem principalmente países em desenvolvimento e comunidades carentes. Apesar disso, o Brasil é um dos países que mais investem em pesquisas e em novos tratamentos. No entanto, a sua erradicação ainda está distante. No ano passado, por exemplo, essas sete doenças mataram 403 pessoas no Paraná.
Importante também afirmar que o fim dessas doenças depende – e muito – da população. Um desses exemplos é a escalada da dengue. A proliferação do mosquito ocorre em água limpa e parada, que acumula sobre objetos deixados ao ar livre. Apesar da intensa campanha, a cada ano o número de casos aumenta. O que fazer? A situação é semelhante ao que ocorre com outras doenças cuja contaminação está diretamente ligada à falta de higiene. Hábitos como lavar as mãos e os alimentos antes de consumir, embora simples para a maioria das pessoas, ainda passam despercebidos por muitos.
Quando um cenário como esse é avaliado, percebe-se o quanto o Brasil precisa evoluir. Investimentos em educação, infraestrutura urbana e saúde pública são de fundamental importância para que o Brasil alcance o desenvolvimento pleno.

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