Campanha desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) pretende aumentar o número de doadores de sangue no Brasil. Embora o índice nacional esteja dentro do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - que varia de 1% a 3% da população -, o órgão estabeleceu como meta atingir cerca de 5,8 milhões de doadores até o próximo ano. Dados do MS indicam que 1,9% dos brasileiros – ou cerca de 3,6 milhões de pessoas – doa sangue.
O índice paranaense é de 2,3%, está acima do nacional, segundo estimativas do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná. No entanto, o preocupante é que o percentual londrinense está abaixo da média estadual. Em Londrina, o índice é de 1,5%, mas quando considerada a região metropolitana, o dado cai para 1,2%.
Os homens são maioria entre os doadores (64%) e o maior grupo de doadores está na faixa etária de 18 a 29 anos (41%). Um fator positivo é que no Brasil a maioria das doações (64%) ocorre de forma espontânea. Tanto que é meta da OMS que todos os países se comprometam a alcançar a autossuficiência de sangue por meio de 100% da doação voluntária, sem intenção de lucro. O objetivo é relevante, mas é preciso investimentos em campanhas de conscientização. É importante que crianças e adolescentes cresçam com conhecimento da importância e dos benefícios da doação. O sangue de apenas um doador pode ser utilizado por até quatro pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Não há substituto para o sangue e pacientes que precisam não podem esperar.
É importante atenção também ao período: no inverno, nas férias e em épocas festivas os estoques caem porque menos pessoas procuram os hemocentros. Além da realização de campanhas frequentes, talvez a divulgação dos benefícios legais que o doador tem direito, possam contribuir para aumentar o volume recolhido.

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