Doação de órgãos e conscientização
O ano terminou com uma boa notícia: aumentou a quantidade de transplantes realizados em todo o País. Até setembro de 2012, foi registrado crescimento de 15% na taxa de notificação; de 21% na taxa de doadores efetivos; e de 5% na taxa de efetivação da doação, de acordo com estatística da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (sociedade médica e civil sem fins lucrativos). No Paraná, segundo a Central Estadual de Transplantes, até novembro haviam sido realizados 365 procedimentos de órgãos transplantados, contra 260 no mesmo período de 2011. É um importante avanço obtido pelo trabalho das comissões instaladas nos hospitais responsáveis pela captação e das campanhas de conscientização e esclarecimento da população.
De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo brasileiro de transplantes de órgãos e tecidos é um dos maiores, uma vez que o País é o segundo do mundo em número de transplantes realizados por ano. Passado o temor inicial sobre a prática, a população tem atendido e respondido bem aos apelos das campanhas.
A doação é regida pelas leis 9.434/97 e 10.211. O principal objetivo é regular a gratuidade da doação. Além disso, a legislação define, por exemplo, que a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode ser realizada se precedida de diagnóstico de morte cerebral constatada por dois médicos e sob autorização do cônjuge ou parente. A lei, juntamente com a elaboração de uma listagem única de espera, garante credibilidade ao programa porque torna a doação mais transparente, sem benefícios ou intenções escusas.
Atualmente, a média nacional de doadores por milhão de população (pmp) é de 16,93. A taxa ainda é baixa, se comparada à meta estipulada, que é de 30 pmp a ser atingida em 2017. No entanto, é importante registrar a evolução do índice, que cresce anualmente. Desde 2001 o número de transplantes aumentou 250%. Naquele ano foram feitas 10.428 cirurgias contra 36.610 realizadas até novembro de 2012. Os números mostram que a população está se conscientizando, mas o desafio ainda é grande e o trabalho, árduo.





