De cada oito potenciais doadores de órgãos, apenas um é notificado, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (sociedade médica e civil sem fins lucrativos). Mesmo assim o Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes realizados por ano. É inegável afirmar que na última década foram registrados importantes avanços na questão. Passado o receio e o temor da população sobre a prática, ficou a conscientização e o apelo das campanhas.
Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta semana mostram que o número de cirurgias aumentou 12,7% no País. A média nacional de doadores por milhão de população (pmp) ficou em 16,93. Apesar de estar longe do ideal, uma vez que a meta a ser atingida é um pmp de 30, é importante ressaltar o crescimento que vem sendo registrado anualmente. Desde 2001 o número de transplantes aumentou 124%. Naquele ano foram feitas 10.428 cirurgias; em 2011 foram 23.387.
A política nacional de transplantes de órgãos e tecidos é fundamentada nas leis 9.434/97 e 10.211 e tem como um dos pilares básicos a gratuidade da doação. Além disso, estabelece garantias e direitos aos pacientes que necessitam desses procedimentos e regulam a rede assistencial. No entanto, a decisão de uma pessoa de doar um órgão não é regulada por lei. É preciso ter o envolvimento da população e ser criada a cultura da doação e, por isso, a importância das campanhas de conscientização. As pessoas precisam estar conscientes da importância da ação e das vidas que podem ser salvas. Atualmente, a doação só depende da autorização da família e, por isso, quem quiser ser doador deve apenas informar os familiares.
Vale ressaltar o envolvimento dos paranaenses com a causa, que está acima da média nacional. No Paraná a média registrada é de 14 pmp, enquanto a Região Norte (que inclui as regionais de Saúde de Londrina, Apucarana, Ivaiporã, Cornélio Procópio e Jacarezinho) atingiu o maior nível do Estado: 16,93 pmp. Esses números demonstram que a população está consciente da importância da ação, mas que deve ser estimulada cada vez mais.

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