Do volume à inteligência: a importância de saber analisar e interpretar informações
"(...) a inteligência não está em acumular, mas em saber aplicar a informação colhida"
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de julho de 2025
"(...) a inteligência não está em acumular, mas em saber aplicar a informação colhida"
Estamos imersos em um universo de informações digitais, onde nossos bancos de dados transbordam a cada segundo. Contudo, a questão para qualquer organização moderna é: estamos realmente transformando essa vasta quantidade de informações em decisões estratégicas que geram lucro e vantagem competitiva? É exatamente sobre isso que quero iniciar nosso bate papo. A mera posse de dados, por mais volumosa que seja, não garante sucesso; o verdadeiro diferencial reside na capacidade de não apenas coletá-los, mas de analisá-los profundamente para extrair seu valor essencial.
Em 2006, o matemático britânico Clive Humby disse que os dados são o novo petróleo, fazendo uma analogia de que, assim como o petróleo, os dados por si só não têm muito valor — é preciso refiná-los, analisá-los e processá-los para extrair valor real.
Temos hoje, dentro das organizações, uma infinidade de dados, de diversos tipos, em diversos ambientes (cloud ou on premisses) e com muitas pessoas manipulando essas informações. Esse cenário gera muitos riscos na hora de utilizar uma informação que não esteja qualificada corretamente, fazendo as empresas tomarem decisões erradas.
Essa explosão de dados precisa ser organizada dentro das empresas e para isso, ela precisa passar por um processo de estruturação que chamamos de jornada do dado.
"(...) a inteligência não está em acumular, mas em saber aplicar a informação colhida"
Fábio de Mello - CEO da Brid Soluções
Vamos descrever algumas etapas dessa jornada, começando pela coleta desse dado. É preciso reunir essas informações, independente da origem, podendo ser internas ou externas, real time, estruturadas e não estruturadas. Após isso, precisamos dar sentido a esses dados, passando pelo processo de transformação, usando tecnologias de ETL ou ELT, escolhendo o melhor ambiente: cloud, on premisses ou até mesmo híbrido. Agora vamos realizar o tratamento desses dados, qualificando e gerando confiança na sua aplicação para que a tomada de decisão seja assertiva. Nessa fase, é necessário incluir a governança das informações para realizar, na próxima etapa, a distribuição desses dados para as análises.
Feito isso, agora será necessário ter softwares que entreguem velocidade ao usuário e que permitam que todos na organização tenham condições de criar suas próprias análises e tomem as decisões baseadas nos dados e não no feeling ou sentimento do gestor da área ou da empresa. Lembre-se: a inteligência não está em acumular, mas em saber aplicar a informação colhida. Somente assim os dados se tornam um ativo estratégico, não apenas um volume a ser gerenciado.
Fábio de Mello, CEO da Brid Soluções





