Muitas pessoas desejam ter seu negócio próprio. E isso não só no Brasil como também em muitos outros países. Normalmente, esse desejo traz consigo sonhos de sucesso, de não ser mais empregado e até mesmo ganhar muito dinheiro. Acredito na realização de alguns sonhos, mais no caso da vida empresarial se esse sonho não vir acompanhado de um projeto empresarial pode acabar sendo um pesadelo. E as estatísticas comprovam que aproximadamente 50% das empresas iniciadas formalmente no Brasil fecham nos dois primeiros anos de atividade.

Os motivos que levam a esse fechamento prematuro variam desde a falta de experiência do empreendedor até a falta de recursos financeiros e de mão de obra. O professor Ruy Leal afirma, em seu livro sobre empreendedorismo, que as empresas que mais correm o risco de fechar prematuramente são aquelas que seus empreendedores a iniciam por necessidade.

Para minimizar a possibilidade de fechamento prematuro de um empreendimento, aconselha-se ao futuro empresário fazer um projeto de negócio. Esse plano empresarial contempla, na maioria das vezes, desde os aspectos pessoais do futuro empresário como sua habilidade em gerenciar e análise de seu perfil empreendedor como também os aspectos financeiros da futura empresa como sua análise de custos e de rentabilidade, análise de mercado, análise de produto e marketing. Esses fatores associados concorrem para o risco do negócio que recai sobre o futuro empreendedor. Para começar uma empresa, ele assume o risco do negócio.

No Brasil, várias universidades em seus cursos de administração e negócios têm suas empresas juniors que podem auxiliar na confecção desse plano de negócios. O sistema Sebrae também dispõe de cadastro de consultores e outros dispositivos que podem auxiliar o futuro empresário a decidir sobre o futuro negócio com a confecção de um planejamento bem feito, se ele deve investir ou não naquele negócio próprio e quais serão os problemas iniciais mais importantes a serem resolvidos para que o empreendimento siga em frente.

É sabido que atualmente a economia brasileira não anda lá essas coisas, mas empreendimentos novos surgiram mesmo em épocas de guerras. Um fator primordial que faz com que o empreendimento dure mais tempo é a sua necessidade para o mercado. Porém, de um modo geral, nesses tempos de economia ruim aconselha-se mais cautela ao se pensar em iniciar um novo negócio.

Passadas as dificuldades iniciais na abertura de uma empresa, o sonho pode se tornar realidade e o empresário poderá então continuar sua vida empresarial que não raramente terá muitos desafios e adversidades a serem superadas continuamente. Virá então a satisfação de ter conseguido superar os primeiros desafios e as recompensas de seus esforços que podem ser financeiras ou não. Mas não se pode fugir à realidade e algumas empresas duram mais tempo outras menos, porém como disse o professor Djalma Oliveira sobre as empresas em seu livro de "Sistemas e O&M": "Elas nascem, mas terão seu fim".

MAURICIO KALAU GONZALES é administrador e docente na Universidade Estadual de Londrina (UEL)


■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res.
Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup