No passado, as aulas das crianças não eram muito diferente das dos jovens. Os pequenos eram tratados como ''adultos em miniatura'' e não recebiam os estímulos adequados para a idade. Atualmente, o contato com o ambiente escolar ocorre cada vez mais cedo e a preocupação com a qualidade do ensino aumentou. Uma consequência, no entanto, é o abismo que separa as melhores e as piores instituições de Educação Infantil em diferentes cidades.
O problema é que os municípios respondem por quase 70% das matrículas, o que interfere na equidade do atendimento. ''Os municípios são muito diferentes entre si. A maioria não tem condições para organizar e operar a rede de forma satisfatória'', aponta a pesquisadora Maria Malta Campos, da Fundação Carlos Chagas e da organização não governamental Ação Educativa.
O número de crianças matriculadas na Educação Infantil também está longe do ideal. Dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o País contava na época com 16,7 milhões de crianças de 0 a 5 anos. No entanto, somente 6,7 milhões estavam matriculadas em creches ou pré-escolas. Portanto, menos da metade das crianças brasileiras frequenta os Centros de Educação Infantil. E o Paraná segue essa tendência. A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad), de 2009, mostra que 51,5% das crianças do Estado frequentavam a pré-escola naquele ano.

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