A proposta de criar uma guarda noturna para cuidar dos veículos, em Londrina, poderá resultar no disciplinamento da situação representada pelos ‘‘cuidadores’’ independentes, que pouco cuidam, ocorrendo ainda de, muitos deles, fazerem ameaças. Da mesma forma que a criação da Zona Azul retirou do abandono menores carentes, colocando-os a serviço da guarda de vagas de veículos durante o dia, mediante cobrança, a regulamentação de idêntica atividade noturna poderá pôr fim aos abusos que existem. Os mesmos homens que hoje atuam seriam recrutados – porque são pessoas necessitadas desse ganho extra, e alguns vivem exclusivamente disso – porém operariam uniformizados e sob fiscalização.
A implantação da Zona Azul ᖠuma experiência que já dura anos e deu certo, ademais contribuindo para uma causa social – afastou os ‘‘flanelinhas’’, na maioria os mesmos que viriam a ser chamados para a atividade, mediante pagamento e regulamentação. A proposta de um experimento idêntico pode dar certo. Hoje os proprietários de veículos já têm de pagar para estacionar à noite, então a existência de guardadores regulamentados não faria diferença.
Mas, enquanto se discute essa questão, há que pensar em proteger não apenas os veículos, mas sobretudo os cidadãos, suas residências e estabelecimentos empresariais. É preciso retomar os estudos sobre o restabelecimento da guarda municipal noturna, que já existiu em Londrina e operava com eficiência, inibindo a ação de ladrões e assaltantes. Alguns bairros e ruas da cidade ainda os têm, pagos pela comunidade da área.
Se os perigos rondam a noite e o policiamento não é suficiente, há que se criar alternativas. A antiga guarda municipal só foi extinta depois que chegou o Batalhão da Polícia Militar, mas esse organismo não se expandiu na proporção do crescimento da cidade, ademais porque a violência cresceu assustadoramente, sobretudo pela retração econômica e pelo desemprego, parentes próximos da insegurança social e da violência.

mockup