'Dinâmica e estática'
Um cidadão do povo declarou certa ocasião que o problema do trânsito, em Londrina, não era apenas de ''dinâmica mas também de estática''. Queria dizer que não era só a questão do fluxo mas também do estacionamento. Esta é uma questão que não pode ser desprezada nos estudos dos órgãos competentes da Prefeitura de Londrina: a rápida circulação de veículos e lugar onde estacionar. Agora anuncia-se uma revitalização na Avenida Maringá, e o objetivo é aumentar a capacidade do fluxo e implantar o sistema de estacionamento em diagonal.
Este é o caminho. Dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, e assim se atende à questão da ''dinâmica e da estática''. Pensar vagas para estacionar é também pensar solução para a rapidez do tráfego, porque o sistema abre o dobro de espaços, facilita paradas e saídas e evita pequenas batidas. Mas para melhorar a fluidez será preciso sincronizar os semáforos, não só naquela avenida, mas em todas, porque não adiantará a sincronização até um trecho e a desregulagem lá adiante (como ocorre, por exemplo, em trecho central da Avenida Higienópolis), porque o tempo que se ganha lá atrás perde-se lá na frente.
Todo o sistema de semáforos, em Londrina, tem esses defeitos de sincronia, e na era da modernidade da eletrônica, que se vive, impossível não estabelecer princípios inteligentes para um mecanismo tão fácil. Só falta decisão de fazer. Os técnicos precisam fazer as contas de quanto gastam de combustível os veículos parados diante de um semáforo, isto quase de esquina em esquina. São 100 veículos/dia circulando, em Londrina, no horário comercial. O longo tempo de espera diante do sinal vermelho pode ser bastante atenuado, apenas com alguns ajustes. Mas é preciso começar, porque já se foi quase meio mandato da atual administração, e a cidade é grande e há muito por fazer.
Walmor Macarini





