No final do ano passado, a presidente Dilma Rousseff avisou seus ministros e aliados que espera a aprovação da nova CPMF, no Congresso Nacional, até julho de 2016. O empenho de Dilma em implantar imediatamente o novo imposto ficou claro também esta semana, durante café da manhã com jornalistas, em Brasília. A presidente afirmou que aprovar a CPMF não é apenas uma questão de reequilíbrio fiscal, mas também de saúde pública. Segundo ela, parte dos recursos da CPMF ira para os estados e municípios e a verba ajudará a resolver os problemas graves da saúde. As novas gerações desconhecem a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), imposto que foi implantado pela primeira vez em 1993, pelo então presidente Itamar Franco, com o objetivo de cobrir gastos da União com a saúde. Extinta há oito anos, a CPMF chegou a ser chamada de "imposto do cheque" - a forma mais comum de transação bancária na época. Nessa nova fase, o governo federal pretende cobrar uma alíquota de 0,2% sobre todas as transações bancárias de pessoas físicas e empresas. Não tem como fugir da "contribuição". Por motivos evidentes, a medida é considerada bastante impopular. Mesmo assim, Dilma não abre mão de implantá-la. A presidente chegou a dizer que a CPMF é fundamental e não será para "gastar mais, mas para crescer mais", veiculando o desenvolvimento econômico e a redução da inflação à aprovação da contribuição. Como é um imposto provisório, a proposta de Dilma é que a CPMF dure quatro anos, prazo que parece bastante longo já que a ideia é colocar a casa em dia. Anteriormente, essa contribuição foi prorrogada por quatro vezes, mostrando que os governos que a adotaram tornaram-se dependentes dela - certamente um grande risco. No encontro com os jornalistas, Dilma passou a bola para o Congresso, sugerindo que ou eles aprovam a CPMF ou o País não se estabiliza economicamente em 2016. Portanto, a previsão é de brigas e trovoadas no Congresso e, independente do resultado, o cidadão já percebeu o inevitável: que a conta ficará para ele pagar.

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