Diferença salarial
Apesar das conquistas femininas na sociedade brasileira, ainda há uma barreira de difícil transposição: a diferença salarial entre homens e mulheres. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que os trabalhadores têm aumentado os ganhos com relação aos vencimentos das profissionais. Em 2009, os homens ganhavam, em média, 24,1% a mais que as mulheres. No entanto, em 2010 (última estatística disponível) essa diferença subiu para 25%. Em salários mínimos a conta era de 3,5 (para os homens) contra 2,8 (mulheres).
A explicação seria a maior presença feminina em empresas menores, que pagam salários mais baixos, ao contrário dos homens que, em sua maioria, estão nas maiores empresas. Segundo a pesquisa, nas grandes corporações foram pagos, em média, R$ 2.019,57, enquanto nas microempresas e nas pequenas ficaram em R$ 825,42 e R$ 989,08, respectivamente. A diferença entre o maior e o menor salário foi de 144,7%. No entanto, há que se lembrar que as mulheres são mais escolarizadas do que os homens. Pesquisa da Catho, divulgada no ano passado, mostra que 63,2% das mulheres têm graduação e pós-graduação, contra 55,3% dos homens.
A força de trabalho feminina no Brasil teve um acréscimo de 32 milhões de pessoas entre 1976 e 2007. Naquele ano, apenas 29% das mulheres trabalhavam contra 40% no início do ano 2000, um crescimento muito mais relevante do que o masculino. Em 2007 as mulheres atingiram 40% da população economicamente ativa. Nesse mesmo período as taxas de atividade masculina mantiveram-se em patamares estáveis, com variação de apenas três pontos percentuais: entre 73% e 76%.
Nas últimas décadas as mulheres foram acumulando funções: dona de casa, mãe, esposa e profissional. Conseguiram provar sua capacidade e responsabilidade mas, os números mostram que ainda não foram recompensadas. Uma sociedade moderna e sem preconceitos passa também por esse reconhecimento.





