Empresas, associações de taxistas e sindicatos recomendam algumas medidas para segurança dos taxistas. Não usar arma e não reagir são as dicas mais comuns. A orientação tem lógica. Primeiro porque o motorista normalmente está em desvantagem em relação ao assaltante, geralmente armado, enquanto o profissional está parcialmente imobilizado com o cinto de segurança. Já no caso do assaltante não ter arma, pode pegar a do motorista. O resultado desta situação é que em pelo menos metade das mortes de taxistas, há suspeitas de que o motorista tenha tentado reagir.
A experiência, de acordo com o taxista Agostinho Ferreira, presidente da Associação Rádio Táxi Faixa Vermelha, ajuda a identificar o passageiro perigoso, mas não livra ninguém. ''O ladrão não tem rosto, pode estar engravatado, bem vestido ou com roupa simples. Muitas vezes não dá para saber'', diz Edson Silva, 32 anos, casado e pai de dois filhos, que deixou de dirigir táxi há um ano, depois que foi assaltado. ''Eu senti que ía ser assaltado, o cara estava nervoso, tremia muito. Na hora, congelei de medo'', conta Silva, que hoje trabalha como motorista em uma empresa.
Ferreira também acha que nem sempre o motorista consegue identificar o perigo. ''Você tem que contra com o elemento surpresa'', diz, lembrando que a maioria dos assaltantes é jovem, muitas vezes drogada, que aparenta nervosimo e pede uma corrida para as periferias. Os taxistas têm algumas medidas de precaução. Se desconfiam da aparência da pessoa, se notam que o cliente está nervoso ou se o destino solicitado é mais visado, recusam-se a fazer a corrida. A situação mais perigosa é do passageiro que pega o táxi na rua e a mais confiável é intermediada pela central que possui identificador de chamadas.

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