O forte calor da manhã de sábado em Londrina, num dia 27, quando a maioria das categorias profissionais ainda não recebeu o salário de abril, contrastou com o movimento da cidade. Trânsito, como sempre, nervoso; gente caminhando para lá e para cá; lojas lotadas, ambulantes, bares despejando cafés nos balcões e sorvetes e refrigerantes, que ninguém é de ferro.
Não se sabe ainda se o comércio faturou bem, mas presume-se que sim. Se o sorveteiro descontou os dias fracos das semanas anteriores e conseguiu, num dia de calor e movimento, fazer a média mensal de faturamento. Se os postos de gasolina encheram mais tanques e se as distribuidoras de refrigerantes tiveram que abastecer mais vezes seus clientes. O certo é que, com o vestibular, Londrina inchou de gente, carros e agitos.
São quase 20 mil pessoas, boa parte de outras cidades do Paraná e de outros estados, chegando para disputar vagas numa instituição de ensino superior pública. Alguns desses candidatos são acompanhados por pais ou irmãos. É a turma da torcida que também contribui para tornar o clima da cidade quente, em dois sentidos: de calor insuportável por obra de um outono castigado pelo próprio homem, e de calor humano, o que dispensa explicações. É Londrina, às vésperas do vestibular da UEL. A Folha participa desse clima, com as coberturas diárias e com o caderno especial que circula hoje. Confiram.
Walter Ogama

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