O Dia Mundial da Alimentação, celebrado neste 16 de outubro, é uma data que o Paraná tem motivos concretos para comemorar. O estado figura entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do planeta, com números que impressionam e explicam sua relevância na economia nacional. São mais de 250 mil trabalhadores e quase 6 mil indústrias no setor de alimentos e bebidas, responsáveis por 7,5% do PIB industrial paranaense. Em 2023, o Valor Bruto de Produção atingiu R$ 166 bilhões, o equivalente a 12% do total brasileiro, e as exportações somaram quase US$ 9 bilhões — 13,4% das vendas nacionais ao exterior.

Esses resultados não são fruto do acaso. Eles refletem décadas de investimento em tecnologia, na profissionalização do agronegócio e na integração entre o campo e a indústria. O Paraná consolidou uma cadeia produtiva diversificada, que vai muito além das tradicionais proteínas animais. A liderança nacional em produtos como erva-mate, mel, tilápia, feijão e trigo demonstra que há um ecossistema produtivo equilibrado, capaz de gerar renda e inovação em diferentes regiões. A cada R$ 1 milhão em vendas adicionais, o setor cria 46 novos empregos — um dado que revela seu peso social e econômico.

A indústria de alimentos paranaense também vem avançando em valor agregado e sustentabilidade. Produtos derivados de soja, carnes processadas, farinhas e amidos levam a marca do Paraná a mais de 180 países. A presença crescente em mercados internacionais, aliada à adoção de práticas produtivas mais responsáveis, reforça a imagem de um estado que alimenta o mundo sem descuidar do futuro.

O desafio que se impõe agora é expandir o que já vem dando certo. O potencial de crescimento está nas novas fronteiras da inovação — seja em biotecnologia, alimentos funcionais, economia circular ou redução de desperdícios. A integração entre universidades, institutos tecnológicos e a indústria é um caminho promissor para fortalecer a competitividade global e consolidar o Paraná como referência em segurança alimentar e produção sustentável.

Consolidade como uma potência agrícola, o estado tem a chance de ser reconhecido como um polo de inteligência alimentar capaz de transformar sua força produtiva em conhecimento, tecnologia e bem-estar para toda a sociedade.

Obrigado por ler a FOLHA!

mockup