Hoje, 12 de maio, é data importante para lembrar e homenagear gente especial, que faz parte da equipe de Jesus, para servi-lo naqueles que O amam: ‘‘Eu estava enfermo e me visitastes’’, ou poderíamos dizer: ‘‘Cuidastes de mim’’. Por isso, ‘‘vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo’’.
São Camillo de Lellis, o santo que viveu pelos que sofrem, aconselha-nos: ‘‘Quem quiser trabalhar com os doentes, antes de mais nada peça a Deus que lhe dê um amor de mãe, a fim de que possam assisti-los com toda a caridade, tanto na alma, quanto no corpo.’’
Que maravilhosa missão têm os enfermeiros e enfermeiras! Os doentes são a pupila dos olhos de Deus e os integrantes da enfermagem são chamados a amar a Deus neles, pois o Mestre nos ensinou: ‘‘Quem diz que ama a Deus e não o seu próximo, é um mentiroso.’’ Portanto, amar o próximo é amar a Deus, principalmente quando este próximo é um paciente de hospital. Nele está Jesus. O hospital é uma igreja, onde Jesus mora num sacrário chamado de paciente, e os membros da enfermagem são a equipe que administra esta nova liturgia.
O enfermeiro é alguém que abraça uma profissão-vocação, com competência e ternura e é solidário com o sofrimento humano. É o Cirineo de hoje, que ajuda a carregar a cruz nos calvários da vida. É aquele que torna presente o amor, a bondade e a delicadeza de Deus, para os mais fracos da fraqueza humana.
Somente esta visão embasada na fé desencadeará a energia espiritual necessária para que os enfermeiros possam ser felizes, mesmo com tantas noites em completa vigília, ao som de gemidos e reclamações. Mesmo assim, eles terão a força para defender a vida e infundir nos pacientes a esperança de que amanhã tudo será melhor.
O papa João Paulo II, na mensagem de 29 de junho de 1997, convida a todos e de modo especial aos integrantes da enfermagem, que no seu papel importante no mundo, ajudem a transformar o hospital numa casa da esperança: ‘‘Quero exortá-los a terem sempre um elevado conceito da tarefa que lhes foi confiada.’’
Sim. A doença não é uma desgraça. Muitas vezes é durante a enfermidade que acontece a conversão e quando muitos começam a trilhar o caminho da santidade. Como vimos, Jesus está presente no hospital.
Maravilhosa e desafiante é a vocação dos enfermeiros. Eles estão sendo convidados a serem santos, porque santos devem ser os que trabalham com o Senhor Jesus. Às famílias, um lembrete: ter um filho, uma filha ou um parente vocacionado para a enfermagem é motivo de alegria, pois é sinal de que Deus está abençoando aquela família.
E amanhã é o Dia das Mães. Digo que elas são as enfermeiras natas, com diploma ao nascer. É claro que estou falando somente daquelas que na escola de Jesus aprenderam a ser a nova mulher, a serva do Senhor, as que sabem notar quando o vinho acabou. No calvário lhes dirá: ‘‘Não choreis por mim, mas pelos vossos filhos...’’
Mãe é aquela que sabe transformar o seu lar numa igreja doméstica e aí então certamente estará Jesus, curando e pensando nossos sofrimentos como enfermeiro divino. Como necessitamos de verdadeiras mães! Muito mais que de empresárias e artistas de novelas pagãs.
Senhor: que eu mereça ter uma enfermeira com amor de mãe. Que mereçamos ter mulheres que nos amem, como aquela que é modelo das mulheres cristãs, amou a seu filho, Jesus.
- PADRE ARISTIDES DERETTI, Londrina

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