Dia do Advogado
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de agosto de 2003
Antonio Fidelis 
A advocacia não se trata de uma profissão cheia de louros e glórias como muitos pensam, ao contrário, é feita de sacrifícios e renúncias, onde a cada dia o profissional é obrigado a dar mais de si, envolvendo-se em demandas onde o seu constituinte deposita em suas mãos toda a sua esperança, toda a sua confiança e muitas vezes todo o seu patrimônio adquirido em toda uma vida de luta.
Por isso, o advogado tem que ser independente no exercício da sua profissão e nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer outra autoridade deve deter o advogado em sua função, porque a sua profissão é um sacerdócio. O profissional tem que ser subordinado somente à ética, ao bom-senso e à sua própria consciência.
O advogado é indispensável à administração da justiça, devendo cultuar a sua independência como uma prerrogativa fundamental, sem a qual a advocacia perde toda a sua essência. Precisa ter liberdade para reagir contra abusos, protestar contra o excesso, discutir a imoralidade, a probidade dos agentes públicos e jamais deve se curvar diante das pressões e do poderio econômico de quem quer que seja.
O advogado tem o direito de exercer sua profissão com liberdade, pois, sem esta a advocacia não existe. A busca de conceitos e discussões filosóficas, levadas a efeito e defendidas pelo profissional do direito nos autos, não pode e não deve ser alvo de crítica extra autos, guardadas naturalmente as questões éticas por ele abordadas.
O advogado é defensor do estado democrático de direito, da cidadania, da moralidade pública, da justiça e da paz social, subordinando a atividade do seu Ministério Privado à elevada função pública que exerce, devendo por isso preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo seu caráter de essencialidade e indispensabilidade, atuando com destemor, independência, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa fé, lutando sempre pela Justiça.
A advocacia é uma arte que exige muito sacrifício do profissional que abraçou esta nobre profissão, por isso, o advogado deve estar em constante aprimoramento, porque só assim poderá acompanhar a evolução de todos os campos que envolvem a nossa sociedade, mitigando as desigualdades e encontrando soluções mais justas para todos os conflitos de interesses e demandas que afligem a alma humana.
ANTONIO FIDELIS é advogado em Londrina


