Dia de reflexão
Hoje, dia internacional da mulher, é para reflexão. Tempo em que os brasileiros devem discutir efetivamente a importância do sexo feminino na sociedade. Nas últimas décadas, foram inúmeros avanços e conquistas. A mulher ganhou destaque, sua importância nas famílias aumentou e cresceu sua participação no mercado de trabalho. Fatos bastante relevantes, mas que não foram suficientes para acabar com a violência.
Balanço da Central de Atendimento à Mulher, órgão vinculado à Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, apontam que 38,72% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 33,86%, a agressão é semanal. Os dados foram colhidos entre janeiro e dezembro do ano passado. São índices preocupantes porque mostram que nem mesmo a Lei Maria da Penha tem sido suficiente para inibir a ação de agressores.
O Estado tem que atuar contra esse tipo de comportamento. Se a Constituição Federal expressa a igualdade entre os brasileiros, inadmissível o grande número de casos ainda registrado no País. Violência tem que ter punição, a sociedade como um todo não pode ser condescendente com esse tipo de crime. É preciso evoluir e, para isso, há necessidade de se fazer investimentos em educação. Crianças devem ser educadas a respeitar as diferenças e, nesse caso, não se trata apenas de menino e menina.
Profissionais de saúde e de segurança também têm que ser melhor preparados para atender as vítimas. A implantação de delegaciais especializadas são um importante avanço, mas infelizmente essas unidades não estão em todos os municípios e tampouco conseguem atender todas as vítimas. Em alguns casos, a falta de estrutura policial para fiscalizar e até mesmo fazer cumprir a lei não impede mais casos de violência. Tanto que ontem a Delegacia da Mulher em Curitiba realizou a Operação Mulher Segura. O alvo foram homens que descumpriram as chamadas medidas protetivas aplicadas após a formalização das denúncias de violência. Ações como essas deveriam ser rotineiras.
Portanto, mais do que parabenizar as mulheres, é preciso promover ações de conscientização. A igualdade de direitos irá ajudar na construção de um País mais justo e sustentável.





