Dia de exercer um dever e um direito
Ainda não se descobriu melhor fórmula de escolher os governantes a não ser pelo voto universal, que outorga essa prerrogativa aos cidadãos aptos a votar. Amanhã é o dia de exercer esse direito, nos municípios brasileiros onde haverá segundo turno para a escolha de prefeito e vice, caso dos que têm 200 mil eleitores e acima desse número. No Paraná são apenas quatro os que estão nessa condição: Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. O momento reclama a presença do eleitor perante a urna, não apenas para cumprir um dever cívico e uma obrigatoriedade legal, mas também exercer um privilégio dos regimes democráticos. Um eleitor não vota apenas para e por si próprio mas por todos os que não estão ainda habilitados, por baixa idade ou por outra razão, e esse contingente representa quase a outra metade da população das respectivas comunas. É, portanto, uma responsabilidade em dobro do votante. Por entediante que seja, para a maioria das pessoas, a campanha eleitoral, o sistema de eleição direta não encontrou similar que possa substituí-lo. Não há, pois, melhor forma de ir aperfeiçoando o processo eleitoral e corrigir as suas falhas senão pelo experimento das urnas que melhor representatividade teria se os cidadãos também se filiassem aos partidos políticos e participassem, já na origem, da seleção dos candidatos. Os que participam têm, obviamente, maior autoridade para reivindicar e cobrar dos eleitos. Pertence tão somente ao povo o direito à habilitação para concorrer, a indicar candidatos a partir da representação partidária, a votar naquele que julgar mais adequado e a cobrar dos eleitos. Mais que direitos, tais procedimentos se afiguram como um postulado do patriotismo. Uma nação que se proclama democrática e zela pela manutenção desse regime não pode apenas protestar, quando julgar de direito, mas acima de tudo participar. Amanhã é um dia cívico importante para o eleitorado que está sendo chamado, de novo, a decidir. Há que considerar esta oportunidade como relevante, porque se está escolhendo um administrador público para a cidade de cada um e não um síndico de condomínio. No Paraná, 2 milhões de eleitores irão decidir quem desejam para prefeito nos quatro mais importantes municípios, que, pela sua influência, têm importância fundamental para as comunidades que os cercam. Já se tem escrito que o prefeito de cada um desses municípios maiores é eleito não apenas para a população de seu respectivo território, mas também para as comunas circunvizinhas. O segundo turno que se fere no Paraná é, portanto, de abrangência regional e decisivo para um vasto contingente populacional.





