Dezembro nos traz alterações significativas. Todos nós nos preparamos para o enceramento de nossas atividades, mesmo aqueles a quem as férias não coincidem com o final de ano.
À medida em que os compromissos profissionais alcançam o ritmo de conclusão, é chegado o momento de fazermos uma avaliação geral. Não é possível iniciarmos uma nova etapa sem que tenhamos realizado uma análise precisa dos passos anteriores. Essa análise criteriosa permite que façamos um levantamento dos fatos positivos e negativos, dos erros e dos acertos, enfim, da maneira como vivemos.
Ao fazermos essa retomada, com certeza, perceberemos que muitas atitudes tomadas, se fossem diferentes, trariam melhores resultados. Isso é normal, pois, às vezes, precisamos nos distanciar dos fatos para que possamos ter melhor entendimento.
Com isso, temos a impressão de que a vida não seria a mesma se não houvesse o mês de dezembro. Se tudo fosse um continuum, estaríamos sempre imersos nos problemas, nas situações do cotidiano, sem podermos parar e olhar os acontecimentos passados de outro ângulo.
Quando vemos os dias que encerram mais um ano como uma oportunidade de reflexão sobre os nossos próprios atos, temos a possibilidade de renovar as nossas esperanças e os nossos propósitos de sermos melhores. Ao mesmo tempo que fazemos uma revisão, podemos aproveitar para planejar a sequência da nossa caminhada. As chances de tomarmos as melhores decisões em nossa vida pessoal e profissional serão maiores, apesar de não podermos eliminar os imprevistos e os dissabores.
No entanto, se nos voltarmos exclusivamente ao consumismo exagerado, às compras natalinas e às festas de fim de ano não vamos tirar maiores proveitos para o nosso crescimento enquanto pessoa. Apenas nos dedicaremos aos meios de neutralizarmos um pouco o cansaço e o estresse causados pela agitação que envolve a nossa vida em sociedade. No próximo ano, provavelmente seguiremos a mesma marcha, cometendo os mesmos deslizes e nos debatendo nos mesmos obstáculos.
Por isso este mês adquire um significado muito especial. É como se chegássemos a uma encruzilhada; temos que optar por uma nova direção e, consequentemente, por uma nova maneira de caminhar. Não dá para retornar. Precisamos escolher outro rumo e seguir confiante, sabendo que encontraremos muitos desafios pela frente.
Porém, com o aprendizado que as experiências anteriores oportunizaram, poderemos nos orientar melhor e as curvas da nova estrada não nos oferecerão tantos perigos.
Dediquemo-nos, portanto, ao exame profundo de nossas ações, aproveitando o clima de paz e de ternura que envolve a chegada do Menino Deus.
- PAULO CEZAR BASÍLIO é professor em Pinhão
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