Devolução de recursos

A Câmara Municipal de Londrina, num belo gesto, acenou para devolução de R$ 20 milhões à Prefeitura destinados ao combate da Covid-19. Agora, na hora de finalizar o projeto, alguns vereadores querem maior participação na destinação dos recursos. Ou seja, concordo, mas quero que vá tanto para fulano e tanto pra ciclano. Ora, nobres edis, tenham um pouco de consciência nesse momento tão delicado. O momento é crítico para fazer politicagem com recursos destinados à saúde. Esse ano temos eleições, vamos querer os nomes dos aproveitadores de plantão.

Antônio Carlos Pescador (autônomo) - Londrina

Especialista

Ser um especialista em qualquer área profissional faz, sim, uma enorme diferença, pois interfere nas opiniões que o profissional emite. No dia 05/04/2020 estive em uma consulta médica emergencial, por causa de um mal-estar súbito. Fiz um eletro e o médico plantonista que me atendeu no hospital disse que eu estava apresentando dois problemas no coração. Uma semana e mais três exames depois, um cardiologista me informou que não havia nada de errado com o meu coração e que por causa dele eu não morreria. Imaginem a péssima semana que eu passei, enquanto os exames eram analisados. Até medo de dormir eu tive. Tudo porque uma pessoa não habilitada na área de cardiologia "achou" que havia algum problema. Ser um especialista é fundamental, em algumas áreas, especialmente naquelas que envolvem diretamente o ser humano, seu físico e, principalmente, o seu lado emocional.

Nina Cardoso (psicóloga) - Londrina

Falhas graves

Falta muita aplicação de princípios de gestão na luta contra o coronavírus. Todos sabemos que a administração moderna prega que precisamos ouvir e entender o contraditório e que empresas que desenvolvem esses princípios progridem mais e são mais criativas. As pessoas se sentem mais encorajadas a participar e dar sempre o seu melhor. É dos pontos de vista diferentes que se chega às melhores decisões. Infelizmente na gestão pública isso parece não prevalecer. Se discordar do superior ou ser contra algumas filosofias são sumariamente demitidas ou no mínimo, colocadas na frigideira. Claro que as diferenças não podem transparecer, e uma vez tomadas as decisões, todos têm que comprar a ideia. Acredito que para ser político deveria se ter um mínimo de conhecimento sobre gestão. Não é possível tanto amadorismo. Falo de todas esferas: federal, estadual e municipal.

José Cezar Vidotti (economista) - Londrina

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