1) O sarcófago, os objetos preciosos e as pedras que seriam utilizadas na construção da câmara mortuária eram dispostos sobre o local onde seria construída a tumba. A areia ia sendo retirada do redor dos objetos até se formar um poço onde pudesse ser construída a câmara mortuária. Na tumba estudada por Schneider, a profundidade era de 22 metros. A abertura era de 10x12 metros.
2) Um poço paralelo, com dois metros de largura, era escavado até a profundidade da Câmara. Através dele, os trabalhadores saíam da câmara mortuária após terem depositado a múmia no sarcófago e decorado a tumba com gravuras e orações pela alma do morto.
3) A estratégia de retirar a areia que cerca os objetos era usada para se evitar transtornos na hora de descer o sarcófago até a profundidade desejada. Quando se atingia o ponto desejado, os trabalhadores construíam uma câmara mortuária com pedras, deixando apenas algumas aberturas no teto da câmara, que eram preenchidas com vasos de cerâmica.
4) O último trabalhador a sair da tumba quebrava os vasos de cerâmica no teto com o auxílio de um bastão. Enquanto a areia lentamente escoava para dentro da câmara, o trabalhador escapava pelo poço auxiliar. Chegando lá em cima, a entrada do poço era selada com um bloco de pedra.
5) A estratégia garantiu que a maioria das tumbas do Renascimento Saíta permanecesse intacta. Mesmo que saqueadores encontrassem a entrada para o poço paralelo, eles teriam que remover mais de 2.400 metros cúbicos de areia, antes de chegar ao sarcófago e aos objetos valiosos depositados na câmara.

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