Ajudar estudantes de todas as idades a vencer o ''fantasma'' da matemática pode ser também um bom negócio. A rede de franquias Kumon, que utiliza um método de estudo individualizado e auto-instrutivo para ensinar matemática, português e japonês, reúne mais de 76 mil alunos em quase 1,8 mil escolas por todo o Brasil. É a quarta maior rede de franquias do País e a maior nos setores de educação e treinamento. Só no Norte do Paraná são 67 salas, 13 delas em Londrina.
Para Roberto Antônio Pereira Camargo, chefe de coordenação da empresa na região, o sucesso resulta da eficiência do método, que respeita o ritmo de aprendizagem de cada aluno. ''O objetivo principal é desenvolver a capacidade de aprender sozinho'', explica.
Para frequentar os cursos duas vezes por semana, cada estudante paga, em média, R$ 85,00, valor que dá direito a receber o material didático. ''O preço varia de acordo com o município. Em alguns lugares é mais barato'', diz. Além das aulas, os matriculados levam material para estudar em casa. ''O aluno assume a responsabilidade pelo seu aprendizado.''
Se tornar um franqueado do Kumon é relativamente simples. A primeira exigência é que o interessado tenha nível universitário em qualquer área, pois será dele a responsabilidade de orientar os alunos. Antes de assinar o contrato, os futuros professores passam por testes de matemática e português e participam de uma entrevista. ''Além disso, analisamos se o local da sala é viável, para evitar concorrência com outros franqueados'', ressalta.
Para aderir ao negócio é preciso desembolsar uma taxa de franquia entre R$ 700 e R$ 1,2 mil. Outra necessidade é montar a sala com carteiras, escrivaninha, armários e telefone, totalizando despesas de R$ 2 mil a R$ 4 mil. ''O investimento é baixo'', analisa.
Roberto explica que o franqueado pode montar a sala em sua própria casa. A regularização a unidade também é simples. O instituto orienta o registro como autônomo estabelecido, iniciativa que permite contratar funcionários mas evita os custos de uma microempresa.
O rendimento varia de acordo com o número de alunos. O franqueado paga 40% de royalites para o instituto Kumon e, em contrapartida, recebe todo o material didático. A rentabilidade estimada perfaz 23% do faturamento bruto. ''Outra vantagem é que o franqueado pode ter uma ocupação paralela, desde que esteja disponível nos horários de orientação'', afirma.
A professora Margarida Hayashide, de Londrina, tem uma unidade do Kumon há 13 anos, em Rolândia, e agora se prepara para abrir outra sala em Londrina. ''Estou investindo na segunda unidade porque acredito no método. Os alunos progridem muito em pouco tempo'', justifica. Para ela, ensinar através do Kumon é uma atividade rentável e prazerosa. ''É um negócio que vale a pena, porque o retorno não é apenas financeiro. É uma satisfação acompanhar o desenvolvimento dos alunos.''

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