Copel


É lamentável e desalentadora a aprovação da venda da Copel pela maioria dos nossos deputados estaduais, sob um aparato a ser questionado. O interesse coletivo deve, ou pelo menos deveria, nortear as decisões políticas e/ou administrativas. Inobstante a manifestação do povo em atos de protesto, em listas em que foram colhidas mais de 120 mil assinaturas, em manifestações de entidades e em um sem-número de segmentos da sociedade, contrários à venda da Copel, apenas 27 votos (espontâneos, conscientes, honestos, comprometidos com os reais e legítimos interesses do povo?) foram suficientes para derrubar o verdadeiro significado da palavra ''representatividade''. A vontade popular estaria realmente bem representada na Assembléia? Interesses escusos, político/partidários, negociatas, barganhas, foram flagrantemente a tônica desse placar, mais uma vez em desfavor da comunidade e ao seu mais legítimo interesse, o de manter o patrimônio público. Como cidadã, repudio esse resultado, bem como todas as formas de coação, de manipulação, de que se tem notícia, que foram utilizadas para a sua obtenção.


- CARMINA EULÁLIA GONÇALVES, Londrina

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