Não deixa de ser mais um bom contrapeso o fato de, nas democracias de ‘‘maior seriedade’’, o Poder Executivo nunca dispor, no Legislativo, de um rolo compressor que lhe possibilite aprovar tudo que quiser e fazer misérias com a Nação exercendo, como aqui testemunhamos, a pior das ditaduras, que é a camuflada pelo aparente cumprimento dos ritos. O poder absoluto tende para a absoluta corrupção e também, pelo mau exemplo que vem de cima, a corromper os costumes, a disseminar o crime, a devastar as reseravs morais, a alimentar um mar de lama e a tentar escondê-lo com tapumes. Há cerca de dois anos, publicou-se que Blair estava em sérias dificuldades por ter perdido a maioria parlamentar, em virtude da defecção de um único deputado. Viu-se que o mesmo ocorreu a Bush. Não há portanto, nos congressos britânico e americano, consciências à venda. Nem há, por lá, comprador.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília

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