Espírito de justiça, senso de equidade, ou noção de medida? Essa saraivada de improvisações destrambelhadas resulta em absurdos como: somos obrigados a consumir menos energia porque os fornecedores nos desabasteceram; mas teremos que pagar para compensá-los do prejuízo que alegam advir-lhes do fato de não nos fornecerem a energia de que precisamos, por força do indiscriminado linear racionamento. O sujeito cuja conta atingia R$ 4 mil mensais, como se publicou ser o caso do presidente do Banco Central, terá que reduzi-la a R$ 3,2 mil; enquanto aquele, cuja conta era de R$ 12, terá que reduzi-la, sob as mesmas penas, a R$ 9,60. Nem quem já poupa energia das dezenas de aparelhos eletrônicos, que sequer possui, merece tratamento diferenciado em confronto com os que apenas terão que restringir o uso?
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília

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