Na reportagem publicada na Folha no dia 7, ‘‘Ximenes era cotista do FonteCindam’’, fica-se sabendo que o ex-presidente do Bacen e do BB mantinha aplicações em fundos do Banco FonteCindam, que foi socorrido de forma suspeita pelo BC. Na reportagem, Ximenes declara que nada tem a ver com o socorro prestado ao referido banco. Até acredito que realmente suas afirmações possam ser verdadeiras. O que se questiona no episódio, é o lado moral e ético. Paulo César Ximenes foi presidente do Banco do Brasil no período de 1995-2000, quando promoveu o maior desmonte de uma empresa pública que se tem notícia na história recente desse País. Ele demitiu cerca de 43 mil funcionários concursados do banco, nos diversos programas de demissões voluntárias (?) instituídos no período. Sua administração foi responsável por arrocho salarial sem precedentes na história da empresa. A pressão por metas e resultados era massacrante sobre gerentes e funcionários. Enquanto isso, Ximenes mantinha suas economias aplicadas num banco privado e pelo menos em tese, concorrente do BB.
- JOSÉ EDMUNDO MOURA, bancário aposentado, Ribeirão do Pinhal

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