DESTAQUE DO LEITOR
Refletindo diariamente pelos jardins da UEL, chego a conclusão que a corrupção alojada nos pilares da administração Jackson Proença Testa é endêmica. E a reitoria parece não estar disposta a mudar essa situação. Convocar uma sindicância de investigação, guiada por meia dúzia de velhos amigos do reitor, é, no mínimo, muita falta de respeito com a inteligência alheia. Chega a ser risível, portanto, o fato do magnífico Jackson lembrar aos jornais os momentos em que surgem conotações políticas nas reivindicações dos alunos da instituição. O que é conotação política, cara-pálida? Um grupo de estudantes preocupados com o mar de lama que inunda uma instituição pública? Ou um reitor que sempre preferiu guardar os esqueletos em suas gavetas, amparado pelos seus homens de confiança? Sei o que é conotação política, magnífico. Mas mesmo assim, agradeço a lição de moral. Ela veio de uma pessoa com experiência política vasta, que vem desde a Arena, passando pelo atualmente esfarrapado ninho tucano.
- CARLOS NIEBUHR, universitário, Londrina





