DESTAQUE DO LEITOR
Não roubei, não matei, não desviei dinheiro público, mas cometi um grande erro. Talvez o maior da minha vida. Essa foi a principal parte do discurso de renúncia de José Roberto Arruda. Existem várias maneiras de se olhar para uma frase como essa, e mesmo numa análise mais superficial, é impossível não perceber a arrogância de um político, que mesmo depois de ter mentido para um país inteiro, dizendo não conhecer lista nenhuma, ainda tenta deixar uma imagem de bom menino arrependido. Mas será que alguém que frauda o painel eletrônico do Senado não estaria roubando o direito a voto secreto dos seus colegas senadores? Também não estaria matando as expectativas e esperanças de seus eleitores que o elegeram para lhes representar com ética e dignidade? E pode até não ter sido ilegal, mas pagar salário para alguém como José Arruda com certeza foi desviar dinheiro público (que poderia ter sido usado em saúde ou educação) para as contas de um mentiroso, que graças a Deus já não faz mais parte do Congresso.
- REINALDO AUGUSTO RUIZ PEGORARO, estudante, Londrina





