A contribuição dos postos de combustíveis ao programa de contingenciamento de consumo energético é mais do que bem-vinda, na ótica do governo. Entretanto, observando que o custo geral do funcionamento de um posto de combustível cairá (menor consumo de energia, empregados suprimidos, redução do risco de assaltos), é de se esperar que haja uma retração no preço dos combustíveis. Aí, imperará novamente a lei de Gerson, com vendas ‘‘reduzidas’’ o preço dos combustíveis para o consumidor final tenderá a subir, pois os postos já trabalham com margens ‘‘reduzidas’’ de lucro. Tudo isso tem um sabor democrático maravilhoso – lembra os tempos de uma ‘‘felicidade’’ ampla, geral e irrestrita para o povo brasileiro (1964-1982). O governo FHC, através de atitudes como essa, é a própria revolução rediviva, eliminando direitos, resolvendo as mazelas do povo, controlando nossa vida nos menores detalhes, estabelecendo empréstimos compulsórios, benesses eternas para apaniguados e reveses diários para a turbamulta (nós pobres coitados). Mas tudo é resultado do que somos, eleitores com pouca visão e péssima memória.
- ALAMIR AQUINO CORRÊA, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br

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