O ato de virar as costas, feito pelos policiais militares de Londrina no último dia 15, tem um significado muito mais profundo do que pensa o empresário Roberto Teixeira, em carta publicada na Folha no dia 18. Até hoje, os militares comportavam-se de modo subserviente, sem nenhuma contestação, sempre dizendo ‘‘sim, senhor’’, às ordens superiores e à situação oficial estabelecida, mesmo, muitas vezes, contrariado e consciente de sua injustiça. Confesso que me senti orgulhoso de ser londrinense, porque Londrina sempre foi historicamente a ‘‘cidade da contestação’’, da ‘‘santa’’ insubordinação. O que os militares fizeram foi um ato consciente de um cidadão desrespeitado, esbulhado de seus direitos. O militar, senhor governador, é um ser humano acima de tudo, que pensa e sente, que vive as agruras do dia-a-dia da violência das cidades modernas. Foi um ato de coragem e que reflete o alto nível de consciência do militar de hoje. Parabéns, militares. Nosso respeito e admiração. Vão em frente, pois a luta é justa e a causa é nobre.
- PALMO FIDÉLIS DE LIMA, professor aposentado, Londrina

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