Muito me admira o senador Antonio Carlos Magalhães que, mesmo falando a verdade, não conseguiu pelo menos decorar seu discurso verdadeiro. Teve que ler suas próprias palavras no seu depoimento de quinta-feira. Como pode um político, eleito pelo povo, prometendo ser fiel e verdadeiro, fazer um papel que no mínimo é vergonhoso? E ainda dizer que nunca prevaricou? Como diz um decreto do Papa Bonifácio VIII, quem cala consente. ACM se calou para defender o Senado. Mas se calou. Calou-se para não ter um mal maior. Consentiu, e se consentiu, pecou. Portanto, ACM deveria falar como Chico Buarque: ‘‘Afasta de mim este cale-se ou cálice para sempre’’ para com o povo. Principalmente com o povo baiano, que sempre o apoiou. O cidadão brasileiro, acostumado a ouvir promessas não cumpridas e verdades omissas, quer dos políticos promessas cumpridas e verdades expressas.
- DISNEY AQUINO RIBEIRO ALVES, autônomo, Londrina

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