DESTAQUE DO LEITOR
A alternância no poder, através de eleições livres, é com certeza um grande preventivo contra a corrupção, as maracutaias e outras formas de proveito próprio e de grupos que se perpetuam nos diversos segmentos de governo. É só lembrar dos conchavos celebrados para a aprovação da reeleição em nosso País. Observe-se o caso da Prefeitura de São Paulo: qualquer passo em falso que a prefeita der, será imediatamente cobrado pela oposição que há pouco era situação. O problema está na dificuldade que os segmentos da sociedade ou partidários considerados mais fracos têm de atingir a mídia. Se todos tivessem as mesmas prerrogativas, direitos e facilidades para divulgar suas idéias, a alternância no poder seria não uma utopia, mas algo real. Felizmente a sociedade tem se levantado como no caso de Londrina e Maringá e também o Ministério Público está fazendo sua parte. Mas ainda é tudo muito lento. Na verdade, com divulgação igual para todos e a fiscalização oriunda da alternância no poder, talvez tenhamos menos CPIs, barradas por interesses pessoais e de grupos escusos.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina





