Neste momento em que se quer a qualquer custo efetuar a venda da Copel, é necessário que a sociedade paranaense se junte num coro popular contra esse ato que deve ser extirpado do pensamento daqueles que defendem a privatização. O argumento nuclear da questão nos permite dizer, sem dúvidas, que os partidários da venda da empresa esgrimem as armas da arrogância e da indiferença aos graves problemas sociais. Cabe aqui dizer que, quando o governo violenta o direito como no caso aqui tratado, não deve haver receio em denunciá-lo. Em circunstâncias desse matiz, vale ressaltar que se a Copel for vendida, o dinheiro com certeza desaparecerá e o custo da energia restará mais caro ao povo do Paraná. Essa dissertação há de encontrar eco junto ao Legislativo estadual, no sentido de impedir a consumação da venda da Copel. A nós, ‘‘humildes votantes’’, cabe enodoar com segurança cada um dos deputados que forem a favor da venda e, na próxima eleição, que sejam colocados seus nomes em praça pública para que o povo possa dar-lhes o lugar que merecem.
- ANTÔNIO FRANCISCO DA SILVA, advogado, Ibiporã

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