DESTAQUE DO LEITOR
Mesmo fazendo de conta que acidentes acontecem, fica difícil aceitar resignado o desaparecimento da P-36: a maior plataforma móvel do mundo, adquirida com dinheiro público, estimada em meio bilhão de dólares, e projetada para não afundar, mas afundou ceifando vidas humanas. Esse acidente compromete mais uma vez a Petrobras e toda a sua diretoria, mas não ofusca o brilho da empresa que é líder na tecnologia de produção de petróleo em águas profundas (até 1.500 metros); é detentora de tecnologia própria na produção de óleo e gás através da industrialização de xisto pirobetuminoso, além de figurar como única empresa de capital nacional no seleto grupo das trezentas maiores do globo. O momento é delicado, mas a Petrobras precisa, e deve, dar explicações para a opinião pública, principalmente na apuração dos fatos que provocaram o acidente, e consequentemente, a perda de uma plataforma tão nova (menos de dois anos de funcionamento) e repleta de denúncias de irregularidades.
- ANTONIO NEVES DE AZEVEDO, engenheiro, Santa Cruz do Monte Castelo





