DESTAQUE DO LEITOR
Aparentemente, não há instituição financeira mais lucrativa neste País, de plena liberdade para a usura, do que a Caixa Econômica Federal, exploradora do monopólio da jogatina desenfreada. Mas aí está ela com um rombo de R$ 14 bilhões, que o Tesouro Nacional ameaça só cobrir se ela obedecer à determinação de demitir pessoal e fazer outros enxugamentos. Nesse tipo de negócio, só aparece rombo onde campeia o roubo, porque é facílimo cercarem-se as operações das precauções conhecidas mediante a exigência de garantias mais do que suficientes. Se, entretanto, os governos estaduais e federais utilizam os bancos oficiais em negócios escusos, só se podem esperar resultados negativos, como os que levaram a União a empreender, com enormes gastos, a privatização de todos os bancos estaduais, só faltando ligar o desconfiômetro para perceber que é de igual imperiosidade privatizar os seus.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília





