Entre os seus serviços, a Folha de Londrina passará a mostrar o comportamento dos preços dos principais produtos que compõem a mesa dos paranaenses, e já mostrou que alguns itens subiram de preço assustadoramente, em apenas uma semana. Uma boa prática, embora cansativa mas importante para a economia doméstica, é a pesquisa de preços, porque há diferenças, e outra é aproveitar as promoções semanais, que todos os mercados praticam. Um pouco de dedicação ao bolso resulta em ganhos substanciais. Com critério no consumo que não quer dizer privação dele, como quer o Governo desestimulador do desenvolvimento todos ganham, inclusive o comércio e por extensão a receita tributária, por manter o fluxo regular da dinâmica das compras. Porque gastar demais num mês resultará em diminuição de volume na compra seguinte, pela natural escassez do já curto dinheiro em mãos das pessoas. É importante observar estratégias comerciais e válidas dentro do sistema de incrementar vendas como a de colocar os produtos mais baratos e mais atraentes (sob o aspecto da apetência) nas prateleiras mais baixas, ao alcance natural dos olhos e das mãos e, especialmente, das crianças. Pais mais experimentados costumam não levá-las ao mercado, porque com a presença delas a conta sobe. Mas um ponto fundamental, relacionado sobretudo com frutas e hortaliças, é o desperdício na manipulação, a partir da colheita até o encaixotamento e o transporte, o manuseio nas centrais de distribuição, a seguir nos mercados e finalmente pelas mãos apalpadoras do consumidor. Falta rigor nessa fiscalização, a partir dos agentes de cada um desses segmentos, porque o prejuízo é deles. E não só isto, mas também a questão de princípios, porque o Brasil é uma nação de muitos famintos e não se admite desperdício de alimento num país com problemas de fome. As escolas convencionais e os cursos profissionalizantes precisam intensificar esses ensinamentos, porque há trabalhadores da área que não têm consciência acerca dos estragos que causam, sobretudo a frutas e verduras, pelo desleixo de manuseio. Quando as coisas não lhes pertencem, eles não têm cuidados. A exposição desses produtos, abertos sobre as gôndolas, facilitam a apalpação, e ao fim do dia certas frutas e legumes ficam moles de tanto serem espremidas, e já ninguém as quer. Sistemas de embalagem com papel celofane (e não necessariamente com isopor, que não é biodegradável) evitariam hábitos de tanto apalpar ademais com a disseminação de bactérias porque só a observação vistual basta. Esse sistema já existe, mas observa-se que os produtos assim embalados são bem mais caros, e tal abuso não faz sentido. Será preciso conscientização também dos mercados para que o processo se aperfeiçoe e, num país de escassez de dinheiro no bolso do povo, se implante um princípio inteligente de manipulação e consumo. O Brasil produz alimentos bons e em abundância, mas há muito desperdício, em certos casos chegando a 30%. É um volume muito alto, correspondente ao nível de consciência de quem lida com eles.

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