Desoneração da cesta básica
O anúncio da desoneração da cesta básica pela presidente Dilma Rousseff não faz parte de mais uma "bondade" do governo federal para o consumidor/contribuinte brasileiro. Quando da confirmação da redução da conta de energia para residências (18%), indústrias, comércio, serviços e agricultura (32%), no mês passado, a esperança do Palácio do Planalto era estimular a economia e evitar a subida da inflação. No entanto, pouco depois, o próprio governo autorizou aumento dos combustíveis impactando não só quem utiliza veículos como também toda a cadeia produtiva que depende do transporte rodoviário. Obviamente, com a alta do diesel, o custo do frete aumentou e afetou diretamente o preço dos produtos alimentícios que fazem parte da cesta básica.
Nota-se, agora, que o "navio governamental" viu-se obrigado a mudar de curso novamente para não ver o índice da meta inflacionária de 2013 superar a casa dos 5%. Pelo menos é o que analistas econômicos previram ante a subida dos combustíveis. Daí, a necessidade de a presidente Dilma ter anunciado em sua passagem pelo Paraná, na última segunda-feira, os estudos para reduzir impostos da cesta básica. O consumidor atento já percebeu que os preços nas feiras-livres e supermercados estão altos, só faltava o governo fazer o mesmo e tomar uma decisão para conter a escalada inflacionária logo no primeiro trimestre do ano, momento em que o contribuinte tem uma série de impostos a pagar (IPTU, IPVA, material, mensalidade e uniformes escolares, etc.).
Como mostrou reportagem de ontem da FOLHA, estimativa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, feito a partir do valor dos produtos em Londrina, aponta que a cesta básica na cidade cairia 11% com a redução de impostos. Essa queda viria em boa hora para o consumidor. No entanto, a sociedade brasileira segue esperando a tão decantada reforma tributária que livre o País da imensa carga de tributos que afeta a expansão industrial e a própria geração de empregos.





