Desolação na Itália

Enquanto no Brasil se escuta buzinaço para abrir o comércio, aqui na Itália se escuta sirenes que prestam homenagens a uma procissão do exército que carrega os caixões dos mortos por coronavírus ao crematório, porque nos cemitérios não há mais lugares.

Marco E. Veri - Bérgamo (Itália)

Nosso jeito de ser

Na cultura oriental - lá para as bandas de onde veio este bicão - dizemos costumeiramente que os cumprimentos interpessoais são muito frios. Nós ocidentais da Terra Brasilis não, somos quentes. Bota quente nisto. Neste nosso país continental, temos muitas diferenças regionais: nos costumes, na culinária, no modo de falar, vestimentas, tradições e etc. Mas quando nos encontramos é aquela festa, com beijos e abraços calorosos. No mínimo um tremendo aperto de mão. Os corpos se tocam, sempre. Uai, né gente, somos assim e gostamos de ser assim. Será que não é isto que este vírus "maledetto" quer nos tirar? Vai não, cabra da peste. Xô vírus, vá procurar tua turma, vá procurar o caminhão que você caiu. Só estamos dando um tempinho pra você se acalmar. Preste atenção, guri safado, nós vamos continuar quente. Nossa brasa você não vai apagar de jeito algum. Escutou direitinho? Fora daqui. Fora!

Claudenir Rossato (empresário) - Londrina

Crise x Coronavírus

Em um momento tão conturbado, tão difícil para todos com essa pandemia, não seria uma boa saída a União suspender por seis meses o pagamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário? Com certeza não faria falta nenhuma a eles e ajudaria em muito o povo mais necessitado. Não seria uma boa solução?

Antônio Carlos Pescador (autônomo) - Londrina

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