Desmatamento e preservação
Dados divulgados ontem apontam que o desmatamento na Amazônia aumentou em agosto e setembro. Segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, foram devastados 1.626 quilômetros quadrados de florestas, crescimento de 122% sobre os mesmos dois meses de 2013. Esse é mais um dos indicadores negativos que afirma-se que o governo federal já tinha conhecimento antes das eleições presidenciais, mas que não tinha divulgado para não prejudicar o resultado das urnas.
Embora o Ibama não tenha confirmado os dados, é importante ressaltar que apenas o monitoramento não basta. É preciso investir em fiscalização para impedir que o desmatamento ocorra. São quadrilhas instaladas e organizadas para explorar ilegalmente a madeira. Posteriormente, essa área também é ocupada por grileiros para exploração da pecuária e plantio de lavouras.
A Amazônia é patrimônio dos brasileiros e a sua preservação deve ser defendida por todos. São 6,9 milhões de quilômetros quadrados em nove países sul-americanos 4,2 milhões no Brasil. Abriga metade das espécies terrestres do planeta. Além disso, a floresta é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. No entanto, é preciso acender o alerta: já foram devastados cerca de 18% da Amazônia brasileira uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Os números são impressionantes e, por isso, é preciso que a sociedade pressione e colabore para que esse quadro seja revertido. Deve-se equilibrar preservação ambiental e desenvolvimento econômico. A Amazônia, diferentemente de áreas de preservação permanente criadas por lei em locais já consolidados de lavoura e pecuária é considerada patrimônio natural da humanidade e deve sim ser preservada. As suas riquezas naturais podem sim ser exploradas, mas impedir o desmatamento e a sua devastação é dever de todos os brasileiros.





