Desequilíbrio moral é falta de fé - Nelson Araújo de Oliveira
Desequilíbrio moral é falta de fé
Nelson Araújo de Oliveira
Todos seríamos felizes, se os homens que governam a Nação, o Estado e o município fossem iluminados, inteligentes e capazes de usar o dom da sabedoria, em benefício do semelhante. Quem não gostaria que os dirigentes religiosos fossem todos enviados de Deus e que, isentos dos problemas seculares, ensinassem a fé, sem mácula, sem heresias e sem interesses pessoais?
Quaisquer detentores do poder deveriam dedicar-se com amor a seu próximo. Deles deveriam emanar exemplos de justiça e de honestidade. Só os puros, íntegros e capacitados poderiam dirigir, pastorear e administrar as pessoas e os bens públicos. E como se fossem pilares de sustentação da sociedade, serviriam de modelos da moralidade, do bom-senso e da incorrupção. Por causa disso, seriam bem remunerados, receberiam honras e admiração de seu povo.
Mas, para decepção de todos, contemplamos a decomposição das instituições. A corrupção, a imoralidade e o tráfico de influência afloram em todo o Brasil e no mundo. Porque o homem, sem Deus, é facilmente corrompido.
Hoje, a justiça é lenta e dispersa; a corrupção, impune, continua a dizimar a população; e os religiosos, com exceções, ensinam heresias. Esse modo de agir, nada exemplar, egoísta e dissimulador desequilibrou o comportamento humano. Estamos vivendo momentos confusos; marchamos para um futuro incerto e não há perspectivas de dias melhores.
Não há instituição na qual se possa confiar. Mesmo que seja uma organização séria, sempre há um elemento corrupto pronto para subornar ou para tirar proveito do cargo que exerce, muitas vezes sem competência. A política, a economia e a religião vão de mal a pior. A escassez dessas fontes vitais para o equilíbrio racional e moral do homem é um prenúncio da decadência da humanidade.
Quando o homem deixa de interagir com Deus, suas virtudes começam a se deteriorar, pois a crise moral-religiosa é pior do que a crise econômica; faz sucumbir um povo na eternidade, como se fez com Sodoma e Gomorra. Na procura de princípios sagrados para conter esse caos eterno, é que escrevemos sobre a fé, pois não sabemos ditar normas capazes de extinguir o desvirtuamento moral, a politicagem e a corrupção. Isto só Deus poderá fazê-lo quando o homem se converter ao cristianismo verdadeiro do novo nascimento, procedimento esquecido numa sociedade pecadora.
Como mudar o comportamento das pessoas, sem invocar o nome de Deus, num tempo em que o mal, com honrosas exceções, está espelhado no homem da lei e a imoralidade e a corrupção surgem de órgãos governamentais? Nunca antes se viu, nas administrações públicas, tantas falcatruas e trapaças vergonhosas envolvendo aqueles que recebem bom salário para administrar. Contudo, o desequilíbrio moral não está só aí. A humanidade, de modo geral, marcha desordenadamente sem Deus, sem fé e sem direcionamento. É lamentável compartilhar com a decadência de grande parte da sociedade, onde o crime, a prostituição e a corrupção chegaram ao limite da tolerância, onde o justo é vilipendiado, o delator é penalizado e o homem honesto é, às vezes, humilhado, por não participar de negócios espúrios.
Calar, diante disso, é tornar-se cúmplice por omissão; conviver passivamente, nessa imoralidade, é participar do processo; a indiferença com esse desafio é colocar nosso futuro, nossos filhos e netos na linha de frente da criminalidade e da corrupção.
Num mundo assim, pervertido e condicionado, onde o mal parece vencer o bem, é preciso levantar a bandeira do evangelho; proclamar em altos brados um Cristo libertador, o único capaz de mudar o comportamento humano. É preciso, ainda, mostrar o caminho de Deus para os cristãos, para superarem as práticas convencionais da mídia brasileira, do governo e das instituições, que sob pretexto de prevenir, incentivam a maldita prostituição. É preciso fazer algo para preservar os direitos da família, o sagrado vínculo do matrimônio. É preciso dizer aos jovens que existe um Deus que os ama e que os quer felizes na constituição de uma família.
Se você se enriqueceu desonestamente fraudando o próximo como fez Nicodemos, hoje é tempo de perdão e de reconciliação.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA é professor aposentado em Londrina





