Desenvolvimento regional
A elaboração de políticas públicas deve ser pautada sempre a partir da análise dos indicadores oficiais. Um exemplo é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado nesta semana pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Além de salientar as já conhecidas diferenças regionais existentes no País, é possível aprofundar o debate sobre os municípios polos de cada Estado.
O Paraná, por exemplo, tido como um Estado desenvolvido, tem o pior resultado da Região Sul. Apenas 26 cidades paranaenses estão entre as 500 melhores do País, o que representa apenas 6,5% do total de 399 municípios. Proporcionalmente o Paraná também tem um número de municípios menor no ranking do que os outros dois Estados do Sul: em Santa Catarina, três em cada dez cidades estão na lista, enquanto 18,7% dos municípios do Rio Grande do Sul foram listados. Os índices divulgados foram calculados a partir de três indicadores: longevidade, renda e educação com dados de 2010.
É óbvio que um resultado ruim é fruto de anos sem investimentos significativos nas áreas. Também a reversão de um dado ocorre tempos depois de muito trabalho. O que não pode haver é a conformidade com a situação. A implantação de um bom modelo educacional, por exemplo, que seja iniciado na educação infantil com atuação até a capacitação profissional, vai gerar impactos positivos em dois indicadores: educação e renda. Talvez seja preciso repensar as políticas públicas como um todo, em um novo modelo de desenvolvimento estadual.
A educação deve ser prioridade sempre. Além disso, também é preciso cobrar obras de infraestrutura no interior do Estado, até para garantir a competição por investimentos de grande porte da iniciativa privada. O Paraná tem grandes potencialidades e diferentes perfis econômicos e, por isso, se forem bem explorados, os índices podem melhorar.





