Garantir a viabilidade do projeto Arco Norte para a região de Londrina é uma causa que deve ser ''abraçada'' por todos. Além da mobilização de entidades da sociedade civil organizada, é preciso união de todos os representantes regionais do poder público, de vereadores a senadores. O ''Arco Norte'' é um projeto de logística, que foi desenvolvido com o objetivo de promover o desenvolvimento regional integrado e uniforme, que envolve os municípios de Londrina, Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas e Apucarana.
A proposta é investir no transporte intermodal, com a construção de um aeroporto internacional de cargas, ferrovias de integração e rodovias que ligam o empreendimento aos centros dos municípios vizinhos. Além disso, no seu entorno seriam instaladas indústrias de tecnologia para o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado e com baixa emissão de poluentes. A proposta ainda contempla um parque ecológico que liga Arapongas ao Rio Tibagi. O empreendimento todo seria construído em um terreno de 5,7 mil hectares próximo à Mata dos Godoy.
O problema agora é viabilizar os recursos, estimados em cerca de R$ 500 milhões. A bancada paranaense na Câmara dos Deputados se adiantou e deverá incluir o projeto no Plano Purianual (PPA) dos próximos quatro anos. A ação é o primeiro passo para garantir recursos federais, mas depende da aprovação da Comissão de Orçamento da Casa. O entrave agora é conseguir cerca de R$ 2 milhões, recurso estimado para realização do projeto de viabilidade do Arco Norte. Prefeituras e governo estadual afirmam que não têm verba disponível.
Prefeitos ouvidos pela FOLHA reconhecem a importância do Arco Norte para o desenvolvimento regional, mas afirmam não dispor de recursos e, por isso, a iniciativa pela implantação do projeto teria que partir do empresariado. Neste momento, é fundamental continuar a articulação para que a região não perca este projeto. O Norte do Paraná não pode continuar apenas assistindo à falta de investimentos públicos em grandes obras ou projetos. O momento é de união.

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