Reportagens publicadas ao longo do ano passado nesta FOLHA já indicavam um desaquecimento da economia londrinense. Além de perder o posto de terceira maior cidade da Região Sul, em número de habitantes, são vários os exemplos que apontam a perda da força econômica do município. Ontem, levantamento da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) mostrou que em 2011 caiu em quase 6% o número de empresas abertas nos municípios da região de Londrina, na comparação com 2010. No entanto, o órgão não soube informar quais e quantas as cidades pertencem a essa região.
Segundo a Jucepar, no ano passado foram 3.686 novos empreendimentos contra 3.919 de 2010. A região de Maringá praticamente manteve estável o número de estabelecimentos abertos: 3.892. No geral, o Paraná registrou saldo positivo com 50.576 empresas contra 48.641 em 2010. O município de Rolândia atingiu um dos índices mais altos do Estado - 36,89% - com o registro de 757 novos estabelecimentos.
Diante de tantas notícis negativas em torno da economia londrinense, é chegada a hora de repensar e discutir o futuro da cidade. Se nas últimas décadas toda a Região Norte foi esquecida pelos governadores, tampouco prefeitos e deputados eleitos tiveram força política para reivindicar melhorias e investimentos. Se desde a fundação do município uma das características da sua população foi o poder de mobilização para reivindicar e garantir o desenvolvimento da cidade, é hora de retomar essa movimentação.
Londrina não pode continuar estagnada, situação aliás que nunca foi o perfil da cidade. Movimentos da sociedade civil para instalação do projeto Arco Norte, pelos cursos de Engenharia na Universidade Estadual de Londrina são apenas dois exemplos, mas importantes e devem ser abraçados por toda a região. É preciso investir na qualificação profissional como forma de manter a presença dos empreendimentos na região e garantir a instalação de outros. Se há falta de infraestrutura logística é chegada a hora da união para reivindicar investimentos. A falta de estabilidade política - como afirmou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Nivaldo Benvenho - não pode continuar atrapalhando o desenvolvimento da cidade e não pode continuar sendo usada como desculpa. A sociedade não pode continuar de braços cruzados.

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