Há tempos se discute os rumos do desenvolvimento de Londrina. Uma cidade grande considerando o número de habitantes, mas que tem perdido parte da sua importância econômica e política no cenário estadual e nacional. Os números podem explicar: dados da Secretaria de Estado da Fazenda indicam que em 13 anos o número de indústrias aumentou apenas 28%, índice bem abaixo do obtido por outros municípios como Curitiba, Foz do Iguaçu, Cambé, Cascavel e Maringá.
No ranking estadual, Londrina ocupa apenas a 20ª posição entre as que mais se industrializaram. No quesito comércio e serviços, a cidade também vai mal e abriu menos vagas do que outros municípios. Importante que se "jogue luz" sobre esses números para que o assunto possa ser debatido, tanto que será tratado como "tema do ano" pelo Fórum Desenvolve Londrina, formado por mais de 30 entidades e empresas.
É óbvio que toda discussão sobre o assunto recai sobre o longo período enfrentado pela cidade – de más administrações, trocas sucessivas de prefeitos e instabilidade política. Durante esse tempo tornou-se impossível a formulação de um planejamento e de políticas públicas que trabalhassem o tema. Soma-se a isso, a corrupção instalada em praticamente todos os níveis da administração pública e as cobranças de propinas na Codel e na Secretaria de Obras. Fatos como esses mancham a imagem da cidade e certamente contribuem para afastar investidores.
No entanto, é preciso mirar o futuro. Se a industrialização é um dos caminhos apontados para o desenvolvimento porque emprega mão de obra qualificada, paga salários mais altos e trabalha sempre em busca de inovações, além de promover os maiores investimentos é uma possibilidade a ser considerada. Muito mais do que a "vocação" para a prestação de serviços. No entanto, é preciso uma discussão mais abrangente sobre o tema e, por isso, é importante que a sociedade se una para definir estratégias. O futuro do município precisa ser planejado.

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