Desemprego em queda
Número de trabalhadores que buscavam emprego há dois anos ou mais recuou 17,8% em relação ao mesmo período de 2024
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de novembro de 2025
Número de trabalhadores que buscavam emprego há dois anos ou mais recuou 17,8% em relação ao mesmo período de 2024
Folha de Londrina 
A Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que o país registrou, no terceiro trimestre deste ano, taxa de desocupação de 5,6%, a menor desde o início da série histórica, em 2012.
O número de trabalhadores que buscavam emprego há dois anos ou mais recuou 17,8% em relação ao mesmo período de 2024. Entre os que estavam na busca há menos de um mês, a redução chegou a 14,2%. Também houve diminuição entre aqueles que procuram ocupação há um mês e menos de um ano, faixa que registrou o menor contingente já apurado.
Esses resultados reforçam a importância de um mercado capaz de gerar oportunidades de forma contínua. A retomada do emprego amplia a renda disponível das famílias, estimula o consumo e fortalece a confiança de trabalhadores e empresas. Em um país com desigualdades persistentes, cada vaga preenchida representa maior estabilidade social e capacidade de planejamento para milhões de brasileiros.
O Paraná se destaca nesse cenário. De janeiro a setembro, o Estado criou mais de 121 mil empregos com carteira assinada, o terceiro maior saldo do país. Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram resultados positivos, com liderança do setor de serviços, seguido pela indústria e pelo comércio.
Em um país com desigualdades persistentes, cada vaga preenchida representa maior estabilidade social e capacidade de planejamento para milhões de brasileiros
Londrina aparece entre as cidades com melhor desempenho, com quase 9 mil novas contratações formais. As oportunidades também alcançam os mais jovens: trabalhadores entre 18 e 24 anos representam quase metade dos novos contratados no Estado.
O fim de ano reforça esse movimento. As datas de maior circulação no comércio — especialmente a Black Friday e o Natal — ampliam a demanda por mão de obra temporária. Essas vagas atendem ao aumento sazonal das vendas e abrem caminho para efetivações, sobretudo em empresas que buscam reduzir a rotatividade e manter equipes que apresentaram bom desempenho no período.
O desafio agora é consolidar essas tendências, criando condições para que o crescimento se mantenha ao longo de 2026. A expansão das vagas formais, somada à queda do desemprego de longa duração, indica avanços relevantes na estrutura do mercado de trabalho.
Promover o pleno emprego é fundamental para sustentar um ciclo de desenvolvimento sustentável e duradouro. Os números recentes são uma boa notícia de fim de ano, tanto do ponto de vista macroeconômico, quanto para as milhares de famílias beneficiadas.
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